sábado, 30 de maio de 2015

A TVI começa a chamar a atenção da comunidade acadêmica

A Terapia Vibracional Integrativa (TVI) nasceu do esforço de uma equipe de terapeutas entre os anos de 2001 e 2003, após o estudo sistemático de técnicas como oReiki, a Cura Prânica, o Passe magnético, o Johrey e outras, visando a criação de uma técnica que não fosse religiosa e nem tivesse argumentações místicas (símbolos, rituais de iniciação etc.) para que pudesse ser difundida em espaços laicos como escolas e até praticadas no SUS, gratuitamente, levando conforto emocional, mental e espiritual, além de auxiliar no processo de cura enquanto uma terapia complementar. A partir de 2003, a TVI passou a ser ensinada gratuitamente e, até maio de 2015, 3500 pessoas entraram em contato com a técnica conhecendo seus fundamentos e procedimentos terapêuticos. E, finalmente, ela começa a chamar a atenção da comunidade acadêmica. Ontem estivemos como convidados participando da oitava semana de enfermagem, na UNIMEP, em Piracicaba e, em breve, deve ser iniciada uma pesquisa de TCC no curso de enfermagem, na UFSCar, utilizando a TVI.
Ela é formada por técnicas de meditação, de chi kung e de imposição das mãos. Mais informações sobre cursos e atendimentos pelo e-mail ongcsf@hotmail.com.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Semana da enfermagem e práticas integrativas

A ONG Círculo de São Francisco participou neste dia 29 de maio da oitava semana da enfermagem, da UNIMEP, em Piracicaba. A ONG ofereceu oficinas de TVI e de Constelação Familiar, em parceria com o projeto MAPEPS, da UFSCar.
voluntários da ONG e do projeto MAPEPS

Práticas terapêuticas oferecidas no projeto

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Efeito placebo, método científico e o poder regenerador do imaginário


No dia 17 de maio, o Jornal A Folha de São Paulo publicou o artigo O efeito placebo e a pseudomedicina. O artigo, do meu ponto de vista, tem uma dimensão positiva, ao nos alertar para os riscos das pseudo-medicinas, mas tem uma negativa que é a de generalizar a questão, desconsiderando as pesquisas sérias sobre as terapias complementares integrativas.
Em nenhum momento o artigo aborda as verdadeiras pseudo-medicinas que se escondem atrás de rótulos como "medicina quântica", "saúde quântica" ou "cura quântica", entre outros. Estas pseudo-medicinas partem de um pressuposto equivocado, fruto de uma interpretação errônea, seja por má-fé ou por ignorância. Elas acreditam que o fato de alguém olhar para um elétron faz com que ele mude o seu comportamento de onda para partícula.
Qualquer estudante minimamente informado do ensino médio, sabe que esse argumento carece de cientificidade. Não é possível se medir a olho nu uma partícula atômica. São necessários enormes aceleradores de partículas. Em suma, é o instrumento utilizado para fazer a medição que interage com o elétron fazendo com que o mesmo mude seu comportamento.
Porém, o fato desse pressuposto básico ser totalmente inconsistente, de forma que é um erro legitimar as práticas integrativas e complementares por esse viés pseudo-científico ou "quântico", isso não significa que várias das práticas integrativas e complementares não tenham valor, iniciando pelo uso da água mineral para fins de tratamento e também de manutenção da saúde.
O articulista, ao criticar o uso de águas minerais, ignora que desde a Antiguidade existe o uso terapêutico da águas, inicialmente pelas qualidades físicas e, a partir do Renascimento, a partir do estudo da reação química de diferentes tipos de água no organismo. E ninguém, em sã consciência, recomendará o consumo da água do rio Tietê in natura enquanto não houver evidências científicas que ela não faz mal para a saúde. O bom senso já nos indica que a qualidade da água tem influência na qualidade da saúde de quem a bebe ou a usa para banhos, independentemente da evidência científica.
E por falar em evidência científica, o articulista afirma que a medicina se baseia no método científico. Mas sabemos, há mais de cem anos, que o método científico utilizado para se estudar o mundo macroscópico não é suficiente para estudar o mundo que está além da velocidade da luz e tampouco o mundo das sub-partículas atômicas. Neste, por exemplo, o rigor objetivista do newtonismo é impossível de ser colocado em prática e é necessário levar em consideração a interferência da observação, com os seus instrumentos, no fenômeno a ser observado. O mesmo princípio é válido para a medicina. Assim, aquilo que o articulista chama de "pseudo-medicina" e que não aceita a lógica científica, talvez apenas necessite ser estudada por um método científico mais adequado. Se esse axioma for colocado em prática, a probabilidade das evidências empíricas, que já são muitas, poderão se multiplicar.
Mas o meu objetivo não é defender a homeopatia, a acupuntura ou outra prática terapêutica não-biomédica. Quero apenas demonstrar que a estrutura racionalizante proposta no artigo é muito mais subjetiva do que objetiva. E que, ao invés de antagonismo entre a" verdadeira medicina" e a "pseudo-medicina", carecemos mesmo é de um método que trabalhe com as dimensões humanas que se encontram para além de nossa estrutura fisiológica, valorizando de forma positiva o chamado "efeito placebo" e, conseqüentemente, a importância do imaginário na manutenção e também na recuperação da saúde.
Por ignorar a complexidade humana, o autor do artigo vai concentrar sua energia em atacar os pressupostos da homeopatia, afirmando que eles "contrariam mais ou menos tudo o que sabemos de fisiologia e de química" e que ela não passa de "placebo".  A homeopatia, realmente, contraria a fisiologia cartesiana que considera apenas o corpo físico, ignorando, mais por crença do que por evidência, a existência de outros campos energéticos no ser humano e nos demais corpos orgânicos (animais e plantas) e também nos inorgânicos (minerais).
E é justamente a existência desses campos sutis de energia que são ativados através do "efeito placebo" quando a pessoa acredita que vai melhorar ao tomar um remédio homeopático, fitoterápico ou alopático. Ao invés de ver o fenômeno como algo negativo, um cientista atento daria valor ao poder da imaginação sobre a fisiologia humana, rompendo com o paradigma cartesiano que não considera a inter-relação corpo/mente e não é capaz de compreender que muitas enfermidades são psicossomáticas, ou seja, produzidas pela ação do pensamento e das emoções. Ao se compreender esse fato, recursivamente se compreende que o tratamento também pode ser psicossomático, sem depender de nenhum elemento exterior. E isso inclui os remédios que o articulista defende, utilizados pela "medicina verdadeira".
Dentro dessa perspectiva, o "efeito placebo" pode ser a regra e não a exceção, ou seja, quem garante que os remédios alopáticos não funcionam devido ao efeito placebo? Quem pode nos garantir que por mais que o principio ativo de um remédio provoque determinadas reações no corpo de um rato, ao se fazer a mesma experiência com humanos, a "psicosfera" daquela pessoa não será capaz de anular aquela reação? Enfim, diariamente tomamos consciência de pessoas que são facilmente hipnotizadas e fazem tratamento de canal nos dentes ou fazem cirurgias em seu corpo sem precisar de anestesias. E o contrário também. Ou seja, há pessoas que tomam doses cavalares de anestésicos e seus corpos não ficam sensibilizados. Que poder humano é esse que anula o principio ativo de um remédio ou potencializa um "placebo"?
Se atentarmos a esse fato, poderíamos tratar com mais atenção o poder da mente e da imaginação criativa na origem de muitas enfermidades e, o mais importante, na recuperação da saúde. O articulista parece não dar o valor necessário a sua própria frase: "a simples expectativa de cura já provoca uma tempestade de reações fisiológicas reais". Esse fato, empiricamente comprovado, mereceria mais atenção por parte de todos que realmente se interessam pela saúde, sem interesses comerciais.
Infelizmente, a obsessão pelo "método científico" cartesiano parece não ajudar o articulista a perceber a contradição de seus argumentos quando propõe que a resolução do problema é feito submetendo uma parte dos pacientes "ao tratamento que você quer testar e a outra -o grupo-controle- a um placebo." Esse método, por mais que seja considerado científico, não anula o "efeito placebo", ou melhor, a interferência psíquica do sujeito que é o objeto da pesquisa.
Em suma, ao mesmo tempo que há a expectativa com a cura usando um placebo, pode haver a descrença com a cura usando ou não um placebo e até mesmo um determinado medicamento. Nesse sentido, o que para o autor do artigo é o "mais duro golpe" sofrido pela homeopatia, pode não ter passado de mais um discurso subjetivo de alguém disposto a atacar uma prática terapêutica com a qual não tenha simpatia. A pesquisa de 2005, citada pelo autor, levou em consideração se as pessoas atendidas pela homeopatia acreditavam em sua eficácia? E qual o percentual de céticos em relação à homeopatia participaram da pesquisa?
É muito fácil fazer uma crítica a uma prática terapêutica com a qual não concordamos. O discurso da ciência, por mais racionalizante que seja, é sempre subjetivo. Um estudo que demonstra empiricamente esse fato, usando um "ideologema" caro ao autor do artigo em análise, é o livro "Um fazer persuasivo", de Maria José Coracini. Dentro dessa perspectiva de uma ciência sem consciência, não é de se estranhar que "profissionais mais céticos começaram a produzir estudos de melhor qualidade, que não apresentavam resultados tão positivos." Até que ponto o interesse em apontar a ineficiência da prática não influenciou nos resultados?
Além disso, quando se trabalha com terapias que utilizam a energia humana, ainda não quantificada ou medida, mas que é possível sentir e qualificar sua existência através de reações fisiológicas como arrepios, lacrimejamento e outros, temos aqui o mesmo problema apontado acima com a experiência da dupla fenda que demonstra que o instrumento usado para medir o elétron interage com o mesmo e altera a medida, no caso, o comportamento do objeto estudado. Nas pesquisas sobre práticas bioenergéticas realizadas com a imposição das mãos, algo similar acontece, pois quando alguém se aproxima de outra e impõe as mãos, não importa se ela tem formação em reiki ou em outra técnica similar, uma troca de energias começa a se processar e isso vai alterar o resultado da medida. Assim, para estas pesquisas, o efeito placebo e a técnica do duplo cego não são suficientes para se fazer medidas objetivas, pois não levam em conta essa interferência.
Mas o importante aqui não é alimentar falsas dicotomias como, por exemplo, a homeopatia é errada e a alopatia é certa, ou vice-versa. A questão é que o poder da imaginação humana tem sido negligenciado e ela é um importante instrumento para manter a homeostase do "sistema humano", integrando em uma unidade o biofísico e o psíquico. Mas concordo com o articulista que é preciso alertar contra a pseudo-medicina, e esta não é a homeopatia, a acupuntura ou mesmo a água mineral. A pseudo-medicina é aquela que procura legitimar algumas práticas terapêuticas com base em interpretações místicas de uma disciplina cientifica séria como a física quântica. Mas esta é importante para nos alertar que o método usado para estudar alguns fenômenos pode não ser suficiente para se estudar outros.

sábado, 23 de maio de 2015

O erro interpretativo da cura quântica

A fundamentação da cura quântica, proposta do médico indiano Deepak Chopra é baseada em uma interpretação equivocada da experiência da "dupla fenda", na qual se procura detectar por qual fenda um elétron passaria. Devido a esse equívoco, muitas pessoas escrevem que "A física quântica já comprova que o observador faz com que o elétron modifique seu comportamento, de onda para partícula."
Essa citação acima foi retirado de um site sobre cura quântica, mas aparece nos livros do Deepak Chopra e de autores brasileiros como Lauro Trevisan. Porém, ela induz a um erro crasso. Não é o observador que modifica o comportamento do elétron, mas o instrumento usado para observar.
Vejamos o que de fato acontece, nessa citação de Niels Bohr, retirada de seu livro Física atômica e conhecimento humano: "O reexame do próprio problema da observação nesse campo, iniciado por Heisenberg, um dos principais fundadores da mecânica quântica, evidenciou pressupostos até então desconsiderados para o uso inambíguo até mesmo dos mais elementares conceitos em que repousa a descrição dos fenômenos naturais. O aspecto crucial, neste ponto, é o reconhecimento de que qualquer tentativa de analisar, à maneira habitual da física clássica, a 'individualidade' dos processos atômicos, condicionados pelo quantum da ação, é frustrada pela inevitável interação dos objetos atômicos em exame com os instrumentos de medida indispensáveis para esse fim."
Em outras palavras, afirmar que o observador interfere na medição, refere-se à interação descrita acima e não o fato de alguém observar. Aliás, é preciso levar em consideração que ninguém observa um átomo a olho nu. Para que pudéssemos ver um átomo, com o seu núcleo e sua eletrosfera, o átomo teria que ter o tamanho aproximado de um prédio de 16 andares. E, nesta escala, o núcleo seria como um grão de areia. Por isso, ele é observado de forma indireta através de complexos aparelhos que interferem no comportamento do elétron. 
Porém, os adeptos da cura quântica demonstram desconhecer esse fato, acreditando que é o ato fisiológico de olhar para o elétron que faz com que ele mude de comportamento, como se pode notar na frase abaixo, retirada do mesmo site:
"Mas é apenas nossos olhos que interferem, ou podemos ir a um ponto mais profundo, nossa consciência, que em infinitas probabilidades, faz com que apenas uma se manifeste?"
Fica explícito na frase que esse adepto da cura quântica ignora a relação entre o instrumento de medição e os elementos quânticos, acreditando que é o olho que interfere no processo. Assim, se o olho interfere, a consciência também deveria interferir. 
Vamos deixar essa outra questão para um outro artigo, quando iremos abordar diferentes pesquisas realizadas por parapsicólogos que tentando verificar se a força do pensamento interferia no movimento dos elétrons, chegaram a um resultado inconclusivo. Ou seja, deixar os elétrons se movimentar ao acaso ou tentar direcionar seu movimento com o pensamento não resultou em dados estatísticos que pudessem evidenciar a força do pensamento neste processo.
Enfim, a afirmação que a física quântica comprova que a mente cria a matéria ou a modifica, no caso dos sistemas quânticos, é facilmente refutável. Outra coisa, porém, é a força das emoções sobre as células, podendo afetá-las negativamente. Neste caso, há mais evidências demonstrando como a força do pensamento e das emoções, as energias psíquicas, afetam o corpo físico. Mas, é importante esclarecer, as células não fazem parte dos sistemas quânticos. 


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Um resumo do que é a animagogia e como é utilizada na ONG

1 - O trabalho terapêutico da ONG CSF se fundamenta na Animagogia, uma proposta de educação espiritualista que trabalha com 4 dimensões conscienciais:
a consciência sensorial, a consciência psíquica (emoções e pensamentos), a consciência noética (campo do imaginário, da intuição e dos sonhos) e a consciência espiritual (a consciência de ser um espírito eterno vivenciando uma experiência humanizada).
2 - O espírito escolhe, antes de encarnar, um gênero de existência (escolhe se vai encarnar no Brasil ou na Europa, se será branco, negro ou amarelo e também se encarnará em um corpo masculino ou feminino... também escolhe os pais...
3 - Algumas doenças são carmas, no sentido de terem as causas em vidas passadas. Quase sempre, essas doenças se manifestam até os sete anos de idade.
4 - As demais doenças costumam acontecer por descuido na vida atual: má alimentação, vida sedentária, crises emocionais, pensamentos negativos, vida estressada, intolerância, inflexibilidade etc.
5 - As doenças podem ser físicas, mentais ou emocionais. O espírito em si não fica doente.
6 - O tratamento deve ser feito de forma integral, atuando em seis frentes: físico, emocional, mental, espiritual, social e ambiental.
físico - alimentação equilibrada, exercícios físicos moderados, etc.
emocional - controle das emoções, perdoar, ter amigos etc.
mental - domínio dos pensamentos negativos, ser mais compreensivo do que crítico etc.
espiritual - viver com foco no presente, otimismo, fé, não condicionar a felicidade a nada etc. 
social - não se conformar ao estilo de vida moderno, estressante, competitivo etc.
ambiental - não se conformar com a poluição, falta de parques e áreas verdes etc.
7 - A saúde tende a se restabelecer com mais facilidade com a integração do ego com o self:
Ego - formado pela consciência sensorial e pela consciência psíquica (é uma consciência humanizada individual e/ou cultural)
Self - formada pela consciência noética (é uma consciência humanizada universal)
8 - Objetivos da Animagogia: favorecer um processo de (re)envolvimento humano seja com a natureza, com a comunidade, com o corpo físico e com a alma (integração do ego ao self).
9 - terapias que podem ser utilizadas em um trabalho de Animagogia: todas, desde que seu foco seja a integração do ego ao self e não o fortalecimento do ego ou até mesmo uma sobrevalorização do self, desconectando-o do ego.
10 - atividades realizadas na ONG, entre outras: constelação familiar, apometria, técnicas de imposição das mãos, yoga, meditação e massagem.

11 - A ONG está adotando uma nova metodologia, chamada Programa Essência, em que a pessoa que procura auxílio passará por uma triagem e um plano de tratamento será proposto para ela, com a utilização das várias práticas terapêuticas ofertadas na ONG.

domingo, 3 de maio de 2015

quadro esquemático do trajeto consciencial, segundo a animagogia


Esse quadro orienta todo o trabalho de Animagogia (educação espiritual) realizado na ONG Círculo de São Francisco. A partir dele é possível compreender a ação de cada prática terapêutica e organizar programas de anima-ação cultural voltadas para a integração do ego com o self e para despertar os atributos do espírito (a energia qualitum).

O quantum e o qualitum

O quantum está presente na natureza e, consequentemente, em nosso código genético. E podemos dizer que há também um quantum social e cultural que modela nossa forma de ver, sentir e agir no mundo. Porém, existe uma outra força que não é quantizada, mas que é capaz de qualificar nossa vida: o qualitum.
É através do qualitum que podemos nos servir de nosso código genético ou dos acontecimentos. Por mais dolorosos ou traumáticos que sejam; por mais que não consigamos mudar essa natureza, é sempre possível dar a ela uma nova orientação. com mais qualidade e um toque totalmente pessoal. Esse é o papel da força qualitum que vem do espírito e mesmo que ela não seja capaz de modificar o código genético ou o código social, vivifica nossa existência, possibilitando maneiras diferentes de interagir com o mesmo quantum.