quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Compreendendo a Animagogia em 15 questões

1 – O que é a Animagogia?
Resposta: É um programa de educação espiritualista, de cunho universalista e transreligioso criado em 2003 na ONG Círculo de São Francisco. Parte do pressuposto que somos espíritos eternos vivenciando uma experiência humanizada e que a matéria existe de forma relativa, não sendo apenas uma projeção da mente, como afirma o pensamento solipsista. Assim, a matéria existe para que o espírito possa provar para ele mesmo, e a mais ninguém, que pode ser mais forte que ela, vivenciado sua vida humanizada com habilidade espiritual (com os atributos do espírito que veremos abaixo).

2 – Qual o objetivo da Animagogia?
Resposta: Compreendendo que o espírito foi criado puro e perfeito, à imagem e semelhança de Deus, e que não há “espírito inferior” ou “espírito superior”, apenas espírito humanizado mais preso ou liberto do ego, o objetivo da Animagogia é ajudar a despertar os atributos do espírito, processo que se faz integrando o ego (consciência humanizada ou “eu inferior”) com o Self (consciência humanizada universal ou “eu superior”), despertando a sensibilidade crística (atributos do espírito) presente em nossa essência. O símbolo abaixo representa essa relação, onde o círculo azul representa o espírito puro e o triângulo branco o Self, a consciência humanizada universal. Por sua vez, o triângulo invertido na cor vermelha representa o ego. Na verdade, trata-se de uma única consciência cuja diferenciação está relacionada à dimensão onde vibra. A integração do Self e do ego e o despertar dos atributos do espírito para que a vida humanizada seja vivenciada com habilidade espiritual são os objetivos centrais da Animagogia, representada pela imagem abaixo.


3 – Se o espírito é perfeito por que precisa encarnar/reencarnar?
Resposta: Apesar de ter sido criado puro e perfeito, ou seja, feliz, amoroso, pacífico, humilde, equânime etc. o espírito é criado sem experiência e sem sabedoria, o que se adquire ao longo das encarnações. Atualmente, estamos na fase humanizada do espírito, mas o espírito não é humano. Estar humanizado é uma fase desse aprendizado. A fase humanizada se caracteriza pelo desabrochar da racionalidade e da intuição, tendo pleno domínio das emoções e das formações mentais. O espírito não está necessariamente “evoluindo”, mas despertando. Um preto-velho que se identifica como pai Joaquim de Aruanda costuma usar uma metáfora muito interessante. Ele afirma que cada espírito é como uma lâmpada de 100 W.  Deus não teria criado o espírito "sem luz" e o colocaria para “evoluir” até atingir 100 w.  Concordando com essa metáfora, a Animagogia considera que o ego (que falaremos adiante) é como uma sujeira que impede o espírito de brilhar. Assim, se pegarmos 3 espíritos diferentes poderemos até observar que um brilha mais que o outro nos passando a falsa impressão que um tem mais luz que o outro. Mas essa compreensão é ilusória ou falsa, pois todos apresentam o mesmo brilho. Porém, o espírito que está liberto do ego tem sua luminosidade brilhando de forma plena. O outro que se libertou medianamente tem seu brilho menos intenso, mas sua luz está lá intacta dentro dele. Assim também naquele cuja “lâmpada” se encontra totalmente suja, engordurada, cheia de poeira etc. Nesse sentido,  quanto mais o Self se integra ao ego, mais a luz interior se manifesta na vida exterior. E o objetivo da encarnação é justamente aprender a deixar a luz brilhar em um ambiente (mundo de provas e expiações) cuja essência é o egoísmo e seus derivados (vaidade, orgulho, poder, fama, competição etc.). Ser mais forte que o egoísmo no plano espiritual é muito fácil, por isso que a prova e a aquisição de experiência e de sabedoria acontecem, na fase humanizada, com a encarnação nos chamados mundos de provas e expiações. E, quanto mais experiência, mais fácil vivenciar com habilidade espiritual a vida humanizada do espírito. É por isso que muitos seres humanizados encarnados conseguem vivenciar com amor universal, felicidade incondicional e paz interior toda e qualquer vicissitude. São aqueles que já possuem uma "bagagem" construída ao longo de muitas encarnações. Podemos comparar com um jogo de cartas. Uma "mão boa" na mão de um jogador inexperiente pode não representar muita vantagem, enquanto um jogador experiente, mesmo com uma "mão fraca", é capaz de vencer uma partida dada como perdida.
Simbolicamente, podemos dizer que ao iniciar suas encarnações nos mundos de provas e expiações, na fase humanizada, o espírito e o Self estão adormecidos e o "patrão" é o ego, como podemos representar na imagem abaixo.



4 – E como ocorre a encarnação?
Resposta: A Animagogia compreende que para encarnar o espírito que se encontra na fase humanizada passa pelos seguintes processos:
a)       Processo de humanização – acontece na dimensão que chamaremos de noética (termo usado pelo psicólogo Willian James, não necessariamente com esse mesmo sentido). Nesta dimensão  “residem” os valores universais humanizados, valores que devem valer para todos, para o bandido e para o policial, para o terrorista e para o humorista ateu, para os religiosos e para os cientistas, para o homem e para a mulher etc. Podemos dizer que é o campo do insconsciente coletivo, conforme conceituação de C G Jung. Essa dimensão costuma ser acessada pela intuição ou até mesmo por sonhos.
b)    Processo de personalização do ser humanizado – acontece em uma dimensão "abaixo", com outra vibração, que chamaremos de psicológica. Aqui estão os valores relacionados à raça, etnia, gênero etc. que particulariza cada agrupamento humano. Como salientamos, o espírito puro não é nem um ser humanizado, quanto mais islâmico, europeu, católico, espírita etc. Ele está humanizado para adquirir experiência nessa atual fase de sua existência eterna. E se o espírito não é um ser humanizado, só podemos considerar que ele está brasileiro, europeu, africano, judeu, muçulmano, espírita, homem, mulher, homossexual, heterossexual, branco, preto, amarelo etc. Tudo isso faz parte apenas de sua personalização (lembrando que a palavra persona significa máscara).
c)      Processo de encarnação do ser humanizado – acontece na dimensão em que nos encontramos, que chamaremos de biológica, onde estão as vibrações mais densas ou materiais. Somos, portanto, espíritos eternos vivenciando um processo de humanização e estamos, momentaneamente, agindo na biosfera como seres humanizados encarnados.  
Podemos dizer que o espírito puro representa a subjetividade pura. Por outro lado, o ser humanizado encarnado, no outro pólo desta linha, vive um processo de subjetividade condicionada. E só é possível se universalizar nos mundos de provas e expiações despertando os atributos do espírito (amor, felicidade, paz interior, equanimidade etc.) o que acontece paralelamente ao processo de integração do Self, nosso “eu superior” que “habita” a dimensão noética e o ego, a consciência humanizada que é uma projeção invertida do Self e que “habita” as dimensões psicológica e biológica. Nesta última se encontra o lado consciente do ego e na psicológica o subconsciente e o inconsciente pessoal e sócio-cultural (não confundir com o inconsciente coletivo que é de fundo universal, portanto, que vibra na noosfera).
A ilustração abaixo nos ajuda a compreender melhor essa relação entre as dimensões e os diferentes níveis da consciência.

No plano psicológico também se encontram os espíritos humanizados desencarnados ou incorpóreos. A diferença entre eles e nós reside em estar ou não ligado a um corpo físico. Uma analogia para entender essa relação pode ser o programa de TV Big Brother. É como se nós, os espíritos humanizados encarnados, estivéssemos confinados na “casa” e os espíritos humanizados desencarnados estivessem do lado de fora observando, mas podendo nos influenciar com pensamentos e sentimentos. Em alguns casos, estes podem se manifestar mais ostensivamente através de pessoas que são chamadas de médiuns, oráculos, pitonisas etc.
Se compararmos com a teosofia, podemos dizer que na biosfera vibram os corpos físico e etérico; no psicológico o corpo astral e o mental inferior; no noológico o corpo causal e o corpo búdico; e, finalmente, no espiritual, o atma. 

5 – Então não basta desencarnar para voltar a ser um espírito puro?
Resposta:  Exatamente! Quanto mais o espírito integrar o ego ao Self durante a encarnação, mais fácil seria uma desumanização na dimensão seguinte, após a morte física. Porém, quanto mais forte o vínculo do espírito humanizado ao ego, ele poderá se tornar um espírito humanizado iludido do “lado de lá” e, assim, tornar-se um “obsessor”, ficar em estado de sofrimento ou preso aos vícios (álcool, cigarro, sexo e outros que tinha sobre a Terra) etc. Porém, na Animagogia, não chamamos esses seres de “espíritos”, mas de seres humanizados desencarnados. A palavra espírito é usada apenas para se referir a nossa essência que, como já salientamos, é feliz, amorosa, pacífica, equânime etc.
A vida na psicosfera é um prolongamento da vida na biosfera. Imagine um espírito que encarna em um país árabe ou em uma tribo indígena. Ao desencarnar, ele vai continuar se vendo como árabe ou indígena e vai habitar uma "colonia espiritual" onde encontrará outros seres humanizados com o mesmo perfil. Só depois de algum tempo ele começa a se lembrar se suas existências pregressas e vai se universalizando, retomando a consciência de ser um espírito eterno, sem religião, nacionalidade, sexo, etnia, raça etc. Ao despertar para sua condição universal, ele é atraído vibratoriamente para a Noosfera, onde poderá planejar sua próxima encarnação. É na Noosfera que "habita" o seu "corpo causal" (ou "mental superior"). Este é o veículo consciencial que permanece entre uma encarnação e outra e que preferimos chamar de Self. Mas ele não é eterno. Ao vencer o mundo de provas e expiações, até o Self terá que ser abandonado. É quando podemos retornar ao mundo espiritual propriamente dito. Porém, ao contrário de quando fomos criados, agora com experiência e sabedoria. Ou seja, prontos para começar uma nova etapa evolutiva: não mais como seres humanizados, mas como seres angelicais. 

6 – E a Animagogia pode ser praticada com os seres humanizados desencarnados?
Resposta: Sim! aliás, a Animagogia nasceu em 2003 para ajudar no processo de despertar espiritual desses seres humanizados. Somente, a partir de 2005, que ela passou também a ser utilizada com os seres humanizados encarnados. E o principal recurso para fazer a Animagogia com os seres humanizados desencarnados é a Apometria, técnica espiritualista criada por José Lacerda, um médico espírita brasileiro, em meados do século XX. No trabalho animagógico com estes seres que permanecem iludidos habitando a psicosfera ou mesmo vagando pela Biosfera, enfatizamos sempre que são espíritos puros e procuramos despertar a consciência do "eu superior" (Self) para que se lembrem do momento em que fizeram suas escolhas e planejaram seu gênero de existência. Libertar-se da persona que viveram na Terra é o objetivo da Animagogia com estes seres e, entre os recursos disponíveis, acreditamos que a Apometria é a que melhor atinge essa meta.

7 – E quais são os recursos ou técnicas utilizadas para se praticar a Animagogia com os seres humanizados encarnados?
Resposta: Como a Animagogia não é uma doutrina, não existem para ela técnicas que podem ser chamadas de “doutrinárias” e “não-doutrinárias”, técnicas que podem e que não podem ser utilizadas. Em tese, qualquer técnica pode ser usada em um trabalho animagógico, desde que seu foco passe a ser o despertar do espírito e não reforçar o ego. Por exemplo, a constelação familiar, de Bert Hellinger, pode reforçar o ego (a consciência humanizada pessoal) ou integrá-lo ao Self (a consciência humanizada universal). Se o segundo caso acontecer, pode ser utilizada em um trabalho animagógico. O mesmo pode ser dito de um trabalho mediúnico. Se este trabalho ajudar no processo de despertar espiritual, de forma que a pessoa consiga viver sua vida humanizada com habilidade espiritual, é uma técnica animagógica. Se ela reforçar ainda mais o ego, não será. O mesmo pode ser dito para qualquer técnica. Em suma, não é a técnica em si que conta, mas o seu enfoque. Uma aula de hatha-yoga, por exemplo,  pode reforçar ainda mais o ego, deixando a pessoa ainda mais vaidosa e egoísta, ao invés de despertar sua essência espiritual, que a tornaria mais humilde, mais fraterna etc. Em suma é a intenção que conta para identificar se um trabalho é animagógico ou não. 

8 – E o que é o Homo spiritualis?
Resposta: Mircea Eliade, um dos principais historiadores da religião, identificou duas formas de ser e agir no palco da vida humanizada: o Homo religiosus e o Homo profanus. Na Animagogia, o ser humanizado que está neste processo de integração do ego com o Self, buscando vivenciar sua vida humanizada com habilidade espiritual, não se confunde nem com um e nem com outro. Assim, esse ser humanizado passou a ser identificado como sendo o Homo spiritualis. Em suma, o Homo spiritualis consegue transcender os limites dogmáticos das religiões e também o ceticismo da ciência contemporânea, vivenciando e experimentando a realidade espiritual sem fanatismo, proselitismo, fuga da realidade etc. Podemos dizer que o Homo spiritualis é uma diferente forma de ser e agir no palco da vida humanizada, integrando espiritualidade e ciência. O ser humanizado que consegue despertar, de forma significativa, os atributos do espírito em sua vida cotidiana, ou seja, que vivencia sua existência com habilidade espiritual pode ser considerado um Homo spiritualis. Até algumas décadas atrás, quem atingia essa condição ainda na Terra se habilitava para continuar suas encarnações em mundos chamados de superiores. Porém, com a Terra mudando de estágio, passando a ser um "mundo de regeneração" e não mais de "provas e expiações", são aqueles que atingiram esse estado que continuarão a reencarnar na Terra. 

9 – E como podemos entender o ego e o Self, segundo a Animagogia?
Resposta: Na Animagogia a expressão ego é utilizada para representar a consciência humanizada do personagem que vivenciamos na biosfera. O ego é necessário para estabelecermos uma relação com o mundo exterior ou material. Mas é importante lembrar que, na Animagogia, o mundo material não é uma simples projeção da mente, como afirma o solipsismo, pensamento predominante no movimento que vem sendo chamado de "misticismo quântico". E o ego tem cinco atributos: a relação corporal estabelecida com as formas materiais, a percepção sensorial, as emoções criadas a partir destas percepções, as formações mentais criadas a partir das percepções e das emoções e, por fim, a memória, que nos impede de vivenciar nossa experiência humanizada apenas no presente, nos vinculando fortemente ao passado ou nos fazendo idealizar um futuro. Na Animagogia, não consideramos ser possível matar o ego, como algumas escolas espiritualistas propõem. E o ego também não é visto como o mal que deve ser vencido ou exorcizado. Como ele é voltado para o exterior e os mundos de provas e expiações são nutridos pelo egoismo, o problema é quando o ego é o patrão. Como afirma Krishna, na Baghavad Gita, o ego é um mau patrão, mas um ótimo servidor. Assim, ele deve ser dirigido pelo “eu superior”, o Self, que se encontra adormecido e deve ser despertado durante a encarnação. O Self não é ainda o espírito ou a nossa consciência espiritual. Na Animagogia consideramos o Self como a consciência humanizada universal. É através dela que somos capazes de intuir e compreender a Unidade na diversidade e também que somos espíritos eternos vivenciando uma experiência humanizada, e não o contrário. Ele se comunica com o consciente através, sobretudo, da intuição e também dos sonhos. Sua comunicação é, frequentemente, simbólica. Propostas que buscam despertar o Self sem integrá-lo ao ego podem causar inúmeras psicoses, assim como acontece com aqueles que buscam nas drogas uma forma de “fugir da realidade”.  Do outro lado, o ego hipertrofiado leva, fatalmente, ao egoismo e todas as suas derivações (orgulho, desejo por poder, fama etc.). A integração do Self e do ego é um processo necessário para o despertar dos atributos do espírito, iluminando os diferentes níveis conscienciais, cada um em sua esfera de atuação. Assim, é possível transformar o desejo em vontade, na Biosfera; o conhecimento em sabedoria, na Psicosfera, e despertar a imaginação criativa, na Noosfera etc.

10 – E quais são os pilares teóricos da Animagogia?
Resposta: Como dissemos, a Animagogia é uma prática educativa e não uma doutrina. Mas ela tem seus pressupostos. Estes estão presentes em ensinamentos espiritualistas que chamaremos de Psicosofias. Assim, tais pressupostos estão presentes na Psicosofia de Lao Tsé, Buda, Krishna e Jesus. E complementam tais pilares, a Psicosofia presente no Evangelho de Tomé, em O livro dos espíritos e também na doutrina da não-violência de Mahatma Gandhi. E podemos dizer também que há muita semelhança, no campo teórico, com a filosofia univérsica de Huberto Hohden.  E esta teoria está sempre em construção. Por exemplo, foi somente em 2009 que a Animagogia aceitou a reencarnação como um fato, após constatar várias evidências de sua existência. A metodologia da Animagogia é experiencial, podendo se dar através do contato mediúnico, da projeção astral ou da clarividência. E os ensinamentos podem ser aprofundados ou modificados em encontros realizados nacionalmente.

11 - No aspecto acadêmico, onde entraria a Animagogia?
Resposta: Consideramos a Animagogia no campo dos estudos pós-junguianos. Ela se distingue, por exemplo, da Psicologia Arquetípica de James Hillman, importante para se compreender a dinâmica da Noosfera, assim como da Antropologia do Imaginário, de Gilbert Durand e da Psicologia Transpessoal de Grof. Mas, apesar desta distinção, compreende que faz parte da mesma constelação de pesquisas e práticas que podem, de forma geral, serem classificadas como não-cartesianas.

12 – E qual a relação da Animagogia com a Física quântica?
Resposta: A Física quântica estuda a essência da matéria,a organização das partículas e subpartículas atômicas. O conhecimento advindo desta área do saber acadêmico vem sendo utilizado em escala crescente na criação de novas tecnologias. Mas, ao contrário do pensamento solipsista que renasceu nas últimas décadas se legitimando através de afirmações polêmicas, por exemplo, afirmando que a Física quântica comprovou que a mente cria a matéria e a transforma, a Animagogia reconhece o valor da Física quântica para se estudar a matéria e não o espírito ou a consciência. E, lembrando Jung que afirmava que a energia sentimental e mental não poderiam ser quantificadas, a Animagogia propõe identificá-las como sendo o qualitum, distinguindo-as da energia quântica da matéria.

13 - E como a Animagogia foi importante para o surgimento da TVI?
Resposta: A Terapia Vibracional Integrativa (TVI) é uma técnica bioenergética criada na ONG Círculo de São Francisco, que utiliza meditação, chi kung e imposição das mãos. Ela foi criada para ser utilizada em trabalhos animagógicos. Ao contrário de técnicas similares que se fundamentam em símbolos místicos, em rituais etc. A TVI busca integrar as energias das mais diferentes dimensões para ser utilizadas em tratamentos físicos, mentais e emocionais, buscando ajudar no processo de despertar espiritual. Para ser praticada, exige a vontade, o pensamento elevado, a imaginação criativa e o amor. Podemos dizer que a vontade é uma força típica da biosfera;  o pensamento elevado, da psicosfera; a imaginação criativa da noosfera e, o amor universal, canalizado de nossa essência espiritual.
Mas é importante salientar que a TVI não pensa a matéria como uma projeção mental e não promete curar todos os problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais da humanidade, como outras técnicas prometem. Seu foco, por ser uma prática animagógica, é o despertar dos atributos do espírito e não a cura física momentânea. Assim, a TVI pode ser pensada como uma terapia complementar aos tratamentos médicos tradicionais ou acadêmicos.

14 – E por que a Animagogia é uma proposta espiritualista?
Resposta: Existem infinitas teorias que relacionam a consciência e a matéria. Porém, elas vão se encaixar em apenas 4 escolas que podemos identificar como materialista, energista, idealista e espiritualista.
As escolas materialistas, que predominam no ambiente acadêmico, partem do pressuposto que a consciência é um epifenômeno da matéria. No caso, do cérebro. Assim, com a decomposição do cérebro, a consciência desaparece. Dentro desse enfoque materialista, Freud postula que o inconsciente é um epifenômeno da consciência.
Nas abordagens energistas, a consciência e a matéria se originam no “vazio quântico” e voltam para lá, ciclicamente. Não deixa de ser uma visão materialista, porém, não mais mecanicista ou empírica. Agora, racionalista.
Por sua vez, as abordagens idealistas vão partir do pressuposto que a matéria não existe, que se trata de uma projeção mental. Entre elas, destaca-se o solipsismo que afirma a existência do Eu, sendo que todo o resto, inclusive os demais seres humanos, uma mera projeção da mente. Dentro da corrente idealista temos também os ensinamentos do suposto mestre Ascenso Saint Germain, através da canalizadora norte-americana Elizabeth Clare Prophet, afirmando que, pelo poder da mente, é possível “dormir no corpo de um homem negro africano e acordar no corpo de uma mulher loira alemã”.

Ao contrário das três correntes acima, as abordagens espiritualistas que fundamentam várias religiões no Ocidente e no Oriente, partem do pressuposto que a matéria existe, mas é relativa e condicionada ao espírito. No caso da Animagogia, a matéria é fundamental para as provações escolhidas voluntariamente pelo próprio espírito para provar, a ele mesmo, que é capaz de ser mais forte que a matéria. Em outras palavras, mais forte que o ego (cujos atributos descrevemos acima). Assim, cada país, com sua cultura e organização política, econômica e social é como uma “quadra esportiva”, com suas marcações adequadas para o jogo que ali se realizará. Dessa forma, ao escolher o gênero de existência e suas respectivas provações, o espírito vai se humanizar e encarnar em um determinado país ou agrupamento étnico de acordo com tais escolhas, pois ali encontrará o cenário mais adequado para vivenciar suas escolhas realizadas antes da encarnação.

15 - Por fim, qual a relação da Animagogia com a Antropolítica do (re)envolvimento humano?
Resposta: Em 2003, foram lançadas as primeiras sementes do que seria a Antropolítica do (re)envolvimento humano. Em tese, um movimento educativo e cultural voltado para se recriar a relação do ser humanizado com o seu mundo circundante através de 4 eixos: o (re)envolvimento com a natureza, o (re)envolvimento com a comunidade, o (re)envolvimento com o corpo físico e, por fim, o (re)envolvimento com a alma ou nossa dimensão espiritual. Alguns temas passaram a pautar esse movimento, como a defesa do vegetarianismo, de valorização das culturas tradicionais ou não-modernas, a diversidade religiosa, o parto humanizado etc. Dos 4 eixos, o que a ONG Círculo de São Francisco se "especializou" foi no (re)envolvimento com a alma. É neste contexto que nasceu a Animagogia que completa, em maio de 2015, 12 anos de prática. Mas é importante ressaltar sempre que a Animagogia não é uma doutrina religiosa, mas uma prática educativa espiritualista e transreligiosa, bebendo em várias fontes, mas com um único objetivo: integrar o Self e o ego, despertando os atributos espirituais universais (felicidade incondicional, amor universal, paz interior, equanimidade, humildade etc.) de forma que a vida humanizada seja vivenciada com habilidade espiritual.  

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Yoga para mães e bebês





Às segundas e sextas-feiras, das 14 às 15 horas, você pode fazer uma aula de Yoga com o seu bebê. 


Uma tarde qualitum

Hoje, 26 de janeiro, reiniciaram as atividades da ONG Círculo de São Francisco para o ano de 2015. E a tarde qualitum começou com yoga para mães e bebês, atendimento para pessoas com necessidades especiais e também Yoga para gestantes. Todas as atividades coordenadas pela instrutora Sabrina Iasi.
O atendimento para pessoas com necessidades especiais atende, por enquanto, uma pessoa: o senhor Marcio de Oliveira, que sofre de encefalopatia neuroprogressiva. Há 3 meses sendo atendido na ONG, gosta de enfatizar como as atividades tem sido úteis em sua recuperação.